Teatros da Floresta

Capacitação de jovens agentes culturais de comunidades indígenas e tradicionais para a salvaguarda e a divulgação de práticas culturais autodenominadas como teatro.

Resumo do Projeto

O projeto propõe a realização de oficinas de capacitação de jovens agentes culturais em comunidades indígenas e tradicionais (seringueiros) das cidades de Porto Velho (Rondônia), Lábrea (Amazonas), Mâncio Lima (Acre), Tarauacá (Acre) e Feijó (Acre), com o objetivo de construir, para cerca de 120 jovens (de 16 a 25 anos), uma compreensão sobre o que é teatro para cada comunidade, valorizando os saberes e fazeres de cada comunidade . Além disso, busca-se explorar e potencializar os modos de produção e divulgação já existentes nas comunidades, promovendo uma capacitação para que os participantes possam acessar a financiamento e redes para criação, circulação e divulgação dos trabalhos. 

O presente projeto tem como diferencial a formação descentralizada, com foco na capacitação de jovens para atuar como agentes culturais em suas comunidades. Foram selecionadas comunidades indígenas e tradicionais extrativistas (seringueiros/ ribeirinhos). As ações foram pensadas a partir das especificidades socioculturais, geográficas e logísticas desses territórios, promovendo o intercâmbio de saberes. Destaca-se, ainda, o envolvimento direto de professores e artistas das próprias comunidades, que atuarão articuladores e colaboradores das oficinas. Essa participação permite que compartilham seus conhecimentos sobre o contexto local, ao mesmo tempo em que são também beneficiados com capacitação artística e pedagógica. Considerando que essas regiões raramente recebem ações de formação cultural, o projeto propõe-se a levar atividades formativas diretamente às comunidades, respeitando seus contextos e valorizando os saberes tradicionais locais. A iniciativa busca não apenas oferecer oficinas artísticas, mas também criar espaços de troca, reconhecimento e fortalecimento das expressões culturais que já existem nesses territórios, contribuindo para a construção de redes de aprendizagem, memória e pertencimento.

Responsável: Associação Cultural Peripécias (Leonel Martins Carneiro e Stephanie Caroline Matos Dantas)

Fomento: Projeto selecionado pelo Programa Rouanet da Juventude, com patrocínio da Shell Brasil Petróleo Ltda.

Justificativa

Este projeto surge a partir de uma lacuna da compreensão do termo teatro, buscando desenvolver uma ideia expandida do que seria teatro para cada uma das comunidades participantes do projeto. De maneira geral, a ideia de teatro está restrita a uma compreensão eurocentrada do termo. Como demonstra o pesquisador Zeca Ligiéro, há na verdade outros teatros que podem ser vistos quando expandimos o nosso olhar para outras formas de teatralidades presentes em cada uma das comunidades, tal qual danças, contação de histórias, entre outras práticas culturais.

Partindo do princípio que cabe a cada uma das comunidades a autodeterminação do que é teatro para eles e que há uma escassez de pesquisas sobre as teatralidades amazonicas, particularmente no que diz respeito à valorização e preservação das manifestações artísticas das comunidades indígenas e extrativistas (de origem seringueira) de Rondônia, Amazonas e Acre.

Essas comunidades possuem saberes e práticas culturais, muitas vezes marginalizadas ou pouco reconhecidas no campo artístico e cultural. Por exemplo, algumas comunidades possuem tradições culturais, como a realização de trabalhos coletivos entoando canções ou se reúnem para práticas comunitárias nas quias estão presentes elementos comuns ao teatro como o jogo, o uso de figurinos, a presença de uma narrativa.

A oficina “Teatros da Floresta” visa oportunizar um espaço de reflexão e diálogo intergeracional na comunidade, buscando identificar as práticas teatrais de cada comunidade e formas de salvaguarda das mesmas e de compartilhamento com outras comunidades.

Agimos assim no sentido de reduzir o distanciamento de jovens e indígenas das comunidades extrativistas com as práticas teatrais, que se evidencia no baixo acesso dos mesmos a editais culturais e a Leis de Incentivo à Cultura.

Propomos com a oficina não somente (re) conhecer os teatros de cada comunidade, como também dar meios para acessar a recursos que possam fomentar a sua salvaguarda ecompartilhamento. Focaremos em formar agentes capacitados para enfrentar, de maneira integrada a uma rede, a complexidade de alguns editais e aos requisitos burocráticos dos mesmos.

Com isso, este projeto surge da necessidade de ampliar o acesso às artes e aos meios de fomentar a produção de cada uma das comunidades indígenas e extrativistas contempladas. Por meio da valorização de suas próprias práticas culturais, o projeto busca evidenciar que seus saberes locais podem se tornar uma fonte de renda e um instrumento de integração comunitária e salvaguarda do patrimônio cultural da comunidade. Dessa forma, pretende-se fortalecer a valorização dessas manifestações, incentivando os participantes a desenvolverem novos projetos culturais e artísticos a partir de suas próprias criações.

Equipe

 Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Proin vestibulum pharetra mi, vel semper tellus facilisis vel. Cras suscipit euismod neque vitae elementum.

Publicações Associadas ao Projeto

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Proin vestibulum pharetra mi, vel semper tellus facilisis vel. Cras suscipit euismod neque vitae elementum.

Imagens

© Teatro e Povos Originário 2026. Todos os Direitos Reservados.